Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Nome popular: Grande kudu
Nome em inglês: Greater kudu
Nome científico: Tragelaphus estrepsicerus
Distribuição geográfica: sudeste da Somália e África do Sul.
Hábitat: savana
Hábitos alimentares: herbívoros.
Reprodução: sua gestação é de 09 meses com um filhote.
Período de vida: cerca de 20 anos
É um animal muito bem adaptável e no Zoológico de São Paulo, reproduz muito bem. Com um grande porte, seu peso pode variar de 190-135 kg em machos e 120-215kg em fêmeas. Os pêlos do pescoço são curtos e escassos e possui uma crina no meio das costas. A coloração, em geral, vai do avermelhado ao pálido e suas narinas são cinza azuladas e brancas.
É encontrado geralmente em matas e matagais, e necessita de um abrigo para se esconder. Pode ser ativo tanto de dia como à noite. Sua audição é apurada e seu extremo estado de alerta, torna a aproximação de qualquer um difícil. Sua habilidade de saltar é maravilhosa, e se alimenta basicamente de pasto, verduras e ração (em cativeiro). Esses animais, em ambiente natural, se dispersam na época das chuvas, quando seu alimento é abundante em grandes áreas.
Já no período de seca a concentração de indivíduos é em locais favoráveis, com ofertas de alimento. Os territórios das fêmeas sobrepõem-se, e durante o período reprodutivo (maio-agosto) as áreas de vários machos adultos solitários coincidem com as áreas de duas ou três fêmeas. Após o cio das fêmeas os machos se associam em grupos estáveis de “solteiros” de 02 a 10 indivíduos.
Os grupos de fêmeas, geralmente são mais estáveis e tem de 05 a 06 membros, incluindo diversos adultos e seus filhotes. Agrupamentos maiores, às vezes, se formam por breves períodos. Durante o cio, os machos competem uns com os outros pelas fêmeas férteis, geralmente através de demonstrações de força e ocasionalmente por sérios combates.
As espirais nos chifres servem como um meio de se ligar ao oponente (num combate, evita que os chifres deslizem) tentando fazer com que o adversário perca seu equilíbrio com chacoalhes e torções. Estimativas sobre o período de gestação variam entre aproximadamente 09 meses. O recém-nascido pesa cerca de 16kg e tendem a nascer durante o inicio da época das chuvas (janeiro-março).
As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 14 anos e existe relato de que um grande kudu viveu quase 23 anos em cativeiro. Os chifres do grande Kudu são troféus para caçadores, as mortes se devem a sua excelente carne e por que os animais destroem plantações. Esses fatores, associados à destruição de seu habitat, têm reduzido muito o numero de grandes kudus. Atualmente é um animal classificado como dependente de conservação pela IUCN.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Gato-do-mato
Ordem: Carnívora
Família: Felidae
Nome popular: Gato-do-mato
Nome em inglês: Oncilla
Nome científico: Leopardus tigrinus
Distribuição geográfica: América Central e América do Sul
Habitat: Floresta
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Gestação de 73 a 77 dias
Período de vida: Aproximadamente 13 anos
Também conhecido regionalmente por maracaja-í, gato-macambira, pintadinho e gato-do-mato pequeno. Os habitantes de áreas de mata muitas vezes os confundem com o gato maracajá. Este é o menor gato selvagem da América do Sul, com tamanho semelhante ao de um gato doméstico. Patas e cabeça pequenas e cauda longa. Os pêlos são voltados para trás inclusive nuca e cabeça. O peso varia entre 1,5 e 3 kg com o comprimento total entre 60 e 85 cm. A pelagem tem coloração amarelo-dourada com rosetas escuras abertas dispostas principalmente nas laterais do corpo. No dorso as rosetas se fundem formando listras que vão dos olhos à base da cauda. Existem indivíduos melânicos (pretos) que não são incomuns.
Ocorre do sul da Costa Rica ao norte da Argentina, ocupando geralmente ambientes variados, desde áreas mais abertas àquelas com vegetação densa. Assim como ocorre com os demais gatos pequenos, é um animal muito pouco estudado. Os dados existentes demonstram ser um animal solitário, de hábitos diurnos e noturnos que se alimenta de pequenos roedores, lagartos e pequenas aves.
A gestação dura de 73 a 78 dias, nascendo de 1 a 3 filhotes que abrem os olhos após o 17º dia e passam a comer sólidos após 55 dias de nascidos. A caça para o comércio de peles e a destruição das florestas é a principal causa de ameaça. É classificada pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como espécie vulnerável, inclusa no apêndice I do CITES e pelo IBAMA como ameaçada de extinção.
Família: Felidae
Nome popular: Gato-do-mato
Nome em inglês: Oncilla
Nome científico: Leopardus tigrinus
Distribuição geográfica: América Central e América do Sul
Habitat: Floresta
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Gestação de 73 a 77 dias
Período de vida: Aproximadamente 13 anos
Também conhecido regionalmente por maracaja-í, gato-macambira, pintadinho e gato-do-mato pequeno. Os habitantes de áreas de mata muitas vezes os confundem com o gato maracajá. Este é o menor gato selvagem da América do Sul, com tamanho semelhante ao de um gato doméstico. Patas e cabeça pequenas e cauda longa. Os pêlos são voltados para trás inclusive nuca e cabeça. O peso varia entre 1,5 e 3 kg com o comprimento total entre 60 e 85 cm. A pelagem tem coloração amarelo-dourada com rosetas escuras abertas dispostas principalmente nas laterais do corpo. No dorso as rosetas se fundem formando listras que vão dos olhos à base da cauda. Existem indivíduos melânicos (pretos) que não são incomuns.
Ocorre do sul da Costa Rica ao norte da Argentina, ocupando geralmente ambientes variados, desde áreas mais abertas àquelas com vegetação densa. Assim como ocorre com os demais gatos pequenos, é um animal muito pouco estudado. Os dados existentes demonstram ser um animal solitário, de hábitos diurnos e noturnos que se alimenta de pequenos roedores, lagartos e pequenas aves.
A gestação dura de 73 a 78 dias, nascendo de 1 a 3 filhotes que abrem os olhos após o 17º dia e passam a comer sólidos após 55 dias de nascidos. A caça para o comércio de peles e a destruição das florestas é a principal causa de ameaça. É classificada pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como espécie vulnerável, inclusa no apêndice I do CITES e pelo IBAMA como ameaçada de extinção.
Elefante africano
Ordem: Proboscidea
Família: Elephantidae
Nome popular: Elefante africano
Nome em inglês: African elephant
Nome científico: Loxodonta africana
Distribuição geográfica: África
Habitat: Florestas, campos, savanas e desertos
Hábitos alimentares: Herbívora
Reprodução: Gestação de 22 meses
Período de vida: Aproximadamente 50 anos.
Os elefantes são os maiores mamíferos terrestres sobreviventes de uma extensa radiação no período Eoceno, incluindo os extintos mamutes e mastodontes. Atualmente existem duas espécies, o elefante africano (Loxodonta africana) e o elefante asiático (Elephas maximus).São membros de um grupo ou ordem chamados “Proboscidea", caracterizado pelo órgão proboscis ou tromba.
De estrutura muito maciça apresenta corpo pesado apoiado sobre pernas grossas em forma de pilares em pés amplos, a tromba é um órgão flexível e longo que apresenta narinas na ponta e que tem a função de transportar alimento, água, cheirar, levantar e analisar objetos. O elefante africano é o maior deles medindo entre 7 a 8 m de cabeça e corpo e 4 m de altura chegando a pesar 7 toneladas.
A longa e flexível tromba apresenta dois “dedos” na ponta e pode pesar até 200 kg, as orelhas são enormes e podem alcançar metade da altura do indivíduo. A coloração é cinza claro e pode variar para marrom avermelhado dependendo da cor do solo. De acordo com a subespécie pode ocorrer uma variação de habitats como florestas, campos, savanas e desertos. Três quartos da vida do elefante são devotados a procura por recursos de comida e água, a dieta é estritamente herbívora.
A maior parte dos elefantes consomem entre 70-150 kg de comida e 80-100 litros de água por dia. As acácias estão entre folhagens e frutas as mais consumidas e favoritas dos elefantes. Apresentam um período de gestação de 22 meses com nascimento de um filhote que pode pesar até 115 kg e a medir 100 cm de altura. Toda a manada é cuidadosa com os filhotes, onde várias “babás” podem cuidar dos filhotes do grupo.
A longevidade é de 70 anos. O elefante asiático mede de cabeça e corpo entre 6 a 8 m e até 3 m de altura e a pesar 5.500 kg. A grande diferença entre o asiático e o africano está no tamanho das orelhas que são menores e não excedem a altura do pescoço, a longa tromba com mais de um “dedo” na ponta e pode pesar de 125-200 kg. Normalmente o asiático tem mais pêlos no corpo do que o africano, a coloração é cinza escuro, dependendo da cor do solo.
Na espécie asiática somente os machos possuem presas, nas fêmeas são vestigiais ou ausentes. Habitam florestas, savanas e regiões montanhosas dependendo da subespécie.Algumas pesquisas mostram que os elefantes podem se comunicar através de (infra-som) passando informações para os outro membros do grupo, são gregários e formam por vezes grupos de mais de 100 indivíduos sendo liderados por uma fêmea mais velha, a “matriarca”.
A característica dos elefantes são as enormes presas na mandíbula superior, que na realidade são grandes dentes incisivos, que nos elefantes africanos há registros de um recorde de uma presa que pesava 102 kg e media 3 m de comprimento. Algumas culturas, como no Sri lanka, os elefantes são considerados sagrados e em festividades religiosas são adornados e desfilam como símbolos de grandiosidade.
Em contrapartida são usados como animais de tração e carga em alguns lugares, sendo por vezes desrespeitados e explorados em trabalhos forçados. A caça predatória para o comércio ilegal de marfim, quase condena a espécie a extinção, esforços estão sendo concentrados em criar e aplicar novas leis para a proteção da espécie. Parques, zoológicos e reservas vem contribuindo para a criação de uma nova consciência ecológica, contribuindo para a preservação e o futuro de uma criatura tão majestosa.
Família: Elephantidae
Nome popular: Elefante africano
Nome em inglês: African elephant
Nome científico: Loxodonta africana
Distribuição geográfica: África
Habitat: Florestas, campos, savanas e desertos
Hábitos alimentares: Herbívora
Reprodução: Gestação de 22 meses
Período de vida: Aproximadamente 50 anos.
Os elefantes são os maiores mamíferos terrestres sobreviventes de uma extensa radiação no período Eoceno, incluindo os extintos mamutes e mastodontes. Atualmente existem duas espécies, o elefante africano (Loxodonta africana) e o elefante asiático (Elephas maximus).São membros de um grupo ou ordem chamados “Proboscidea", caracterizado pelo órgão proboscis ou tromba.
De estrutura muito maciça apresenta corpo pesado apoiado sobre pernas grossas em forma de pilares em pés amplos, a tromba é um órgão flexível e longo que apresenta narinas na ponta e que tem a função de transportar alimento, água, cheirar, levantar e analisar objetos. O elefante africano é o maior deles medindo entre 7 a 8 m de cabeça e corpo e 4 m de altura chegando a pesar 7 toneladas.
A longa e flexível tromba apresenta dois “dedos” na ponta e pode pesar até 200 kg, as orelhas são enormes e podem alcançar metade da altura do indivíduo. A coloração é cinza claro e pode variar para marrom avermelhado dependendo da cor do solo. De acordo com a subespécie pode ocorrer uma variação de habitats como florestas, campos, savanas e desertos. Três quartos da vida do elefante são devotados a procura por recursos de comida e água, a dieta é estritamente herbívora.
A maior parte dos elefantes consomem entre 70-150 kg de comida e 80-100 litros de água por dia. As acácias estão entre folhagens e frutas as mais consumidas e favoritas dos elefantes. Apresentam um período de gestação de 22 meses com nascimento de um filhote que pode pesar até 115 kg e a medir 100 cm de altura. Toda a manada é cuidadosa com os filhotes, onde várias “babás” podem cuidar dos filhotes do grupo.
A longevidade é de 70 anos. O elefante asiático mede de cabeça e corpo entre 6 a 8 m e até 3 m de altura e a pesar 5.500 kg. A grande diferença entre o asiático e o africano está no tamanho das orelhas que são menores e não excedem a altura do pescoço, a longa tromba com mais de um “dedo” na ponta e pode pesar de 125-200 kg. Normalmente o asiático tem mais pêlos no corpo do que o africano, a coloração é cinza escuro, dependendo da cor do solo.
Na espécie asiática somente os machos possuem presas, nas fêmeas são vestigiais ou ausentes. Habitam florestas, savanas e regiões montanhosas dependendo da subespécie.Algumas pesquisas mostram que os elefantes podem se comunicar através de (infra-som) passando informações para os outro membros do grupo, são gregários e formam por vezes grupos de mais de 100 indivíduos sendo liderados por uma fêmea mais velha, a “matriarca”.
A característica dos elefantes são as enormes presas na mandíbula superior, que na realidade são grandes dentes incisivos, que nos elefantes africanos há registros de um recorde de uma presa que pesava 102 kg e media 3 m de comprimento. Algumas culturas, como no Sri lanka, os elefantes são considerados sagrados e em festividades religiosas são adornados e desfilam como símbolos de grandiosidade.
Em contrapartida são usados como animais de tração e carga em alguns lugares, sendo por vezes desrespeitados e explorados em trabalhos forçados. A caça predatória para o comércio ilegal de marfim, quase condena a espécie a extinção, esforços estão sendo concentrados em criar e aplicar novas leis para a proteção da espécie. Parques, zoológicos e reservas vem contribuindo para a criação de uma nova consciência ecológica, contribuindo para a preservação e o futuro de uma criatura tão majestosa.
Dromedário
Ordem: Artiodactyla
Família: Camelidae
Nome popular: Dromedário
Nome em inglês: Dromedary
Nome científico: Camelus dromedarius
Distribuição geográfica: Norte da África e Oriente Médio
Habitat: Deserto e planícies áridas.
Hábitos alimentares: Herbívoros
Reprodução: Gestação de 12 meses
Período de vida: 50 anos
O dromedário (Camelus dromedarius) habita desertos e planícies áridas do Norte da África e Oriente Médio. É parente do camelo, porém difere deste por possuir apenas uma corcova. Embora muitas pessoas acreditem a corcova não é composta de água, mas sim de gordura, servindo como reserva energética ao animal.
O estoque de gordura da corcova e a capacidade de beber até 57 litros de água de uma só vez, permitem ao dromedário resistir a caminhadas de muitos quilômetros, tornando-o um eficiente meio de transporte. Ele possui uma musculatura nas narinas que possibilita seu fechamento, protegendo-as das ventanias de areia no deserto.
Possui pescoço longo e fino, boca estreita com uma fissura no lábio superior e cauda curta. Pode atingir 2,30 metros de altura e pesar entre 300 e 690 quilos. A pelagem tem coloração que varia do marrom ao acinzentado, e utiliza o cuspe como forma de defesa além do coice e da mordida. São animais de hábitos diurnos e dieta herbívora, sendo encontrados vivendo sozinhos ou em grupos que podem conter mais de 30 dromedários.
A partir da metade do século XIX vários animais foram introduzidos em alguns países, como Estados Unidos e Espanha. A gestação dura em média 12 meses, nascendo apenas um filhote com peso aproximado de 37 quilos. Atinge a maturidade sexual após os 3 anos e chega a viver cerca de 50
Família: Camelidae
Nome popular: Dromedário
Nome em inglês: Dromedary
Nome científico: Camelus dromedarius
Distribuição geográfica: Norte da África e Oriente Médio
Habitat: Deserto e planícies áridas.
Hábitos alimentares: Herbívoros
Reprodução: Gestação de 12 meses
Período de vida: 50 anos
O dromedário (Camelus dromedarius) habita desertos e planícies áridas do Norte da África e Oriente Médio. É parente do camelo, porém difere deste por possuir apenas uma corcova. Embora muitas pessoas acreditem a corcova não é composta de água, mas sim de gordura, servindo como reserva energética ao animal.
O estoque de gordura da corcova e a capacidade de beber até 57 litros de água de uma só vez, permitem ao dromedário resistir a caminhadas de muitos quilômetros, tornando-o um eficiente meio de transporte. Ele possui uma musculatura nas narinas que possibilita seu fechamento, protegendo-as das ventanias de areia no deserto.
Possui pescoço longo e fino, boca estreita com uma fissura no lábio superior e cauda curta. Pode atingir 2,30 metros de altura e pesar entre 300 e 690 quilos. A pelagem tem coloração que varia do marrom ao acinzentado, e utiliza o cuspe como forma de defesa além do coice e da mordida. São animais de hábitos diurnos e dieta herbívora, sendo encontrados vivendo sozinhos ou em grupos que podem conter mais de 30 dromedários.
A partir da metade do século XIX vários animais foram introduzidos em alguns países, como Estados Unidos e Espanha. A gestação dura em média 12 meses, nascendo apenas um filhote com peso aproximado de 37 quilos. Atinge a maturidade sexual após os 3 anos e chega a viver cerca de 50
Anta
Ordem: Perissodactyla
Família: Tapiridae
Nome popular: Anta, tapir
Nome em inglês: Tapir
Nome científico: Tapirus terrestris
Distribuição geográfica: América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai
Habitat: Florestas
Hábitos alimentares: Herbívoro
Reprodução: um filhote, com gestação de aproximadamente 13 meses
Período de vida: 35 anos (em cativeiro)
A anta (Tapirus terrestris) é o maior mamífero terrestre do Brasil, alcançando até 1,20 m de altura. Vive em florestas e campos da América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai. É um ungulado (mamífero com cascos com estrutura feita de queratina) que tem número ímpar de dedos.
A característica mais distinta da anta é sua narina, longa e flexível, que parece uma pequena tromba. Possui corpo robusto, cauda e olhos pequenos, crina sobre o pescoço e coloração marrom-acinzentada.
Alimenta-se de matéria vegetal (folhas, frutos, vegetação aquática, brotos, gravetos, grama, caules) que é digerida graças à presença de microorganismos que vivem em seu aparelho digestivo. Dispersa sementes com as fezes, ajudando na dispersão de sementes.
A anta, também conhecida como tapir, é um animal solitário, que sai à procura de um parceiro apenas na época reprodutiva, emitindo alguns sons para localizá-lo.
Se assustada, corre para regiões de mata mais fechada ou salta na água. E é ágil tanto em áreas abertas como fechadas, e ótima nadadora.
Possui hábitos noturnos, porém também pode realizar atividades durante o dia. Quando vive em florestas, costuma usar trilhas já abertas, o que a torna mais vulnerável à caça. Chega a pesar cerca de 300 kg e viver 35 anos.
A gestação dura aproximadamente 13 meses, nascendo apenas um filhote. Este possui pelagem marrom com manchas e listras horizontais brancas ou amareladas, que se perdem depois dos 5 meses. O filhote permanece com a mãe por 10 a 11 meses de vida e atinge a maturidade sexual após os 3 anos.
Apesar de não ser considerado animal ameaçado de extinção pelo IBAMA, a anta, como muitos outros animais, perde áreas de habitat com a devastação de florestas e matas. A caça para alimentação e esporte, que ocorre em algumas regiões, também a ameaça.
Família: Tapiridae
Nome popular: Anta, tapir
Nome em inglês: Tapir
Nome científico: Tapirus terrestris
Distribuição geográfica: América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai
Habitat: Florestas
Hábitos alimentares: Herbívoro
Reprodução: um filhote, com gestação de aproximadamente 13 meses
Período de vida: 35 anos (em cativeiro)
A anta (Tapirus terrestris) é o maior mamífero terrestre do Brasil, alcançando até 1,20 m de altura. Vive em florestas e campos da América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai. É um ungulado (mamífero com cascos com estrutura feita de queratina) que tem número ímpar de dedos.
A característica mais distinta da anta é sua narina, longa e flexível, que parece uma pequena tromba. Possui corpo robusto, cauda e olhos pequenos, crina sobre o pescoço e coloração marrom-acinzentada.
Alimenta-se de matéria vegetal (folhas, frutos, vegetação aquática, brotos, gravetos, grama, caules) que é digerida graças à presença de microorganismos que vivem em seu aparelho digestivo. Dispersa sementes com as fezes, ajudando na dispersão de sementes.
A anta, também conhecida como tapir, é um animal solitário, que sai à procura de um parceiro apenas na época reprodutiva, emitindo alguns sons para localizá-lo.
Se assustada, corre para regiões de mata mais fechada ou salta na água. E é ágil tanto em áreas abertas como fechadas, e ótima nadadora.
Possui hábitos noturnos, porém também pode realizar atividades durante o dia. Quando vive em florestas, costuma usar trilhas já abertas, o que a torna mais vulnerável à caça. Chega a pesar cerca de 300 kg e viver 35 anos.
A gestação dura aproximadamente 13 meses, nascendo apenas um filhote. Este possui pelagem marrom com manchas e listras horizontais brancas ou amareladas, que se perdem depois dos 5 meses. O filhote permanece com a mãe por 10 a 11 meses de vida e atinge a maturidade sexual após os 3 anos.
Apesar de não ser considerado animal ameaçado de extinção pelo IBAMA, a anta, como muitos outros animais, perde áreas de habitat com a devastação de florestas e matas. A caça para alimentação e esporte, que ocorre em algumas regiões, também a ameaça.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Tartaruga-do-amazonas
Ordem: Testudines
Família: Pelomedusidae
Nome popular: Tartaruga-do-amazonas
Nome em inglês: South american river turtle
Nome científico: Podocnemis expansa
Distribuição geográfica: Norte da América do Sul, nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco
Habitat: Rios e lagos
Hábitos alimentares: Onívoro
Reprodução: Desova entre 40 e 160 ovos por postura, que eclodem após 45 a 80 dias de incubação
Período de vida: Aproximadamente 50 anos
A tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) na verdade é um cágado, istoé, um quelônio aquático que encolhe seu pescoço lateralmente para dentro da carapaça. Os cágados são quelônios de uma subordem chamada pleurodira, que seguiram um caminho evolutivo diferente do seguido pela maioria das outras tartarugas, que encolhem o pescoço em “S” e para dentro.
É o maior quelônio da América do sul. Atinge facilmente 50 kg, mas algumas chegam a até 75 kg e um casco de 90 cm de comprimento. Por isso, foram muito caçadas, e ainda o são por povos ribeirinhos da floresta, por sua carne e pelos seus ovos. Hoje, busca-se equilibrar o quanto se pode caçar deste animal com a reposição de indivíduos pela reprodução, e a apanha de
ovos foi proibida. Alguns projetos pretendem inclusive estabelecer formas de criação em cativeiro para aumentar o número de tartarugas da Amazônia.
Apesar de serem muito prolíficas, botando por volta de cento e vinte ovos em covas cavadas à beira dos rios, e de milhares de tartarugas colocarem seus ovos juntas no período de postura, são poucas as que conseguem atingir a idade adulta, pois muitos animais se alimentam das jovens tartaruguinhas da Amazônia.
As fêmeas são bem maiores que os machos, que por sua vez tem uma cabeça proporcionalmente maior que elas. Vivem harmoniosamente até mesmo com jacarés depois de um certo tamanho, pois seu casco resistente a mantém segura contra os dentes destes animais.
Uma curiosidade sobre esta espécie é que as linhas que formam bonitos desenhos em sua cara são como impressões digitais, e não se repetem de uma tartaruga para outra. Assim, podem ser usados para identificar diferentes indivíduos para a realização de estudos.
Família: Pelomedusidae
Nome popular: Tartaruga-do-amazonas
Nome em inglês: South american river turtle
Nome científico: Podocnemis expansa
Distribuição geográfica: Norte da América do Sul, nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco
Habitat: Rios e lagos
Hábitos alimentares: Onívoro
Reprodução: Desova entre 40 e 160 ovos por postura, que eclodem após 45 a 80 dias de incubação
Período de vida: Aproximadamente 50 anos
A tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) na verdade é um cágado, istoé, um quelônio aquático que encolhe seu pescoço lateralmente para dentro da carapaça. Os cágados são quelônios de uma subordem chamada pleurodira, que seguiram um caminho evolutivo diferente do seguido pela maioria das outras tartarugas, que encolhem o pescoço em “S” e para dentro.
É o maior quelônio da América do sul. Atinge facilmente 50 kg, mas algumas chegam a até 75 kg e um casco de 90 cm de comprimento. Por isso, foram muito caçadas, e ainda o são por povos ribeirinhos da floresta, por sua carne e pelos seus ovos. Hoje, busca-se equilibrar o quanto se pode caçar deste animal com a reposição de indivíduos pela reprodução, e a apanha de
ovos foi proibida. Alguns projetos pretendem inclusive estabelecer formas de criação em cativeiro para aumentar o número de tartarugas da Amazônia.
Apesar de serem muito prolíficas, botando por volta de cento e vinte ovos em covas cavadas à beira dos rios, e de milhares de tartarugas colocarem seus ovos juntas no período de postura, são poucas as que conseguem atingir a idade adulta, pois muitos animais se alimentam das jovens tartaruguinhas da Amazônia.
As fêmeas são bem maiores que os machos, que por sua vez tem uma cabeça proporcionalmente maior que elas. Vivem harmoniosamente até mesmo com jacarés depois de um certo tamanho, pois seu casco resistente a mantém segura contra os dentes destes animais.
Uma curiosidade sobre esta espécie é que as linhas que formam bonitos desenhos em sua cara são como impressões digitais, e não se repetem de uma tartaruga para outra. Assim, podem ser usados para identificar diferentes indivíduos para a realização de estudos.
Surucucu-do-pantanal/ Boipevaçu
Ordem: Squamata
Família: Colubridae
Nome popular: Surucucu-do-pantanal/ Boipevaçu
Nome em inglês: False water snake
Nome científico: Hydrodinastes gigas
Distribuição geográfica: Ocorre em todo Brasil
Habitat: Pantanal, Floresta Amazônica e campos
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Ovíparas desovam aproximadamente entre 8 e 36 ovos por postura
Período de vida: Cerca de 20anos
Apesar do seu nome comum ser parecido com a da surucucu pico-de-jaca (Lachesis muta), a maior serpente peçonhenta do Brasil, a surucucu-do-pantanal (Hydrodinastes gigas) não faz parte da família da surucucu-pico-de-jaca, e muito menos é peçonhenta.
A semelhança dos nomes, provavelmente, se deve ao comportamento agressivo que a surucucu-do-pantanal pode apresentar. Em alguns pontos do Brasil, é conhecida também como boipevaçu ( boipeva= cobra chata; açu= grande), em função de seu comportamento e porte. As surucucus são terrestres, mas vivem próximas a corpos d´ água onde frequentemente são encontradas.
Apresentam um bonito colorido castanho-amarelado, com manchas negras pelo corpo e uma faixa negra atrás dos olhos. Pode chegar aos 2,5 metros de comprimento e quando ameaçada, achata a região do “pescoço”, desferindo botes que parecem ameaçadores. Podem fazer posturas de até 36 ovos.
Os filhotes nascem com aproximadamente 20cm de comprimento e 40g, e não podem ser mantidos em grupo, pois um pode tentar atacar o outro. Durante a caçada, que inclui animais como peixes, rãs e pequenos roedores, pode apresentar uma tática bastante curiosa: usa a ponta da cauda para cutucar rãs escondidas dentro d’água, assim quando saltam, são capturadas e engolidas.
Outra especialidade desta espécie é apresentar um dente diferenciado na parte superior da boca, que é utilizado para furar os pulmões dos anfíbios, já que a defesa destes animais é inflar para se mostrar maior. Com isto torna-se mais fácil para engolir a presa. A surucucu, assim como outros répteis, principalmente as serpentes, causam sentimentos de repudio e medo nas pessoas leigas.
Apreendendo um pouco sobre o comportamento e a biologia deste animal será mais fácil compreender, respeitar e quem sabe até admirar. Não deixando assim que mais uma espécie se torne ameaçada de extinção, que como todos os seres vivos, ela também tem a sua importância para a natureza.
Família: Colubridae
Nome popular: Surucucu-do-pantanal/ Boipevaçu
Nome em inglês: False water snake
Nome científico: Hydrodinastes gigas
Distribuição geográfica: Ocorre em todo Brasil
Habitat: Pantanal, Floresta Amazônica e campos
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Ovíparas desovam aproximadamente entre 8 e 36 ovos por postura
Período de vida: Cerca de 20anos
Apesar do seu nome comum ser parecido com a da surucucu pico-de-jaca (Lachesis muta), a maior serpente peçonhenta do Brasil, a surucucu-do-pantanal (Hydrodinastes gigas) não faz parte da família da surucucu-pico-de-jaca, e muito menos é peçonhenta.
A semelhança dos nomes, provavelmente, se deve ao comportamento agressivo que a surucucu-do-pantanal pode apresentar. Em alguns pontos do Brasil, é conhecida também como boipevaçu ( boipeva= cobra chata; açu= grande), em função de seu comportamento e porte. As surucucus são terrestres, mas vivem próximas a corpos d´ água onde frequentemente são encontradas.
Apresentam um bonito colorido castanho-amarelado, com manchas negras pelo corpo e uma faixa negra atrás dos olhos. Pode chegar aos 2,5 metros de comprimento e quando ameaçada, achata a região do “pescoço”, desferindo botes que parecem ameaçadores. Podem fazer posturas de até 36 ovos.
Os filhotes nascem com aproximadamente 20cm de comprimento e 40g, e não podem ser mantidos em grupo, pois um pode tentar atacar o outro. Durante a caçada, que inclui animais como peixes, rãs e pequenos roedores, pode apresentar uma tática bastante curiosa: usa a ponta da cauda para cutucar rãs escondidas dentro d’água, assim quando saltam, são capturadas e engolidas.
Outra especialidade desta espécie é apresentar um dente diferenciado na parte superior da boca, que é utilizado para furar os pulmões dos anfíbios, já que a defesa destes animais é inflar para se mostrar maior. Com isto torna-se mais fácil para engolir a presa. A surucucu, assim como outros répteis, principalmente as serpentes, causam sentimentos de repudio e medo nas pessoas leigas.
Apreendendo um pouco sobre o comportamento e a biologia deste animal será mais fácil compreender, respeitar e quem sabe até admirar. Não deixando assim que mais uma espécie se torne ameaçada de extinção, que como todos os seres vivos, ela também tem a sua importância para a natureza.
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